Impeathement não é Golpe Trouxas !!!/Reinaldo conceição da Silva
Impiethement é um instrumento Político/jurídico de um modelo de democracia posta de modo Liberal.
Depois de 2016 o termo "golpe" foi muito difundido pelas esquerdas institucionais partidárias para definir o quadro posto em execução para com a ex presidente Dilma Rousseff (PT) em detrimento do modelo de processo posto contra ela. Isso incorre em erro duplo, o primeiro consiste na simples ignorância do termo empregado para um fim exclusivamente publicitário (aqui se segue um erro temporal para compreender o termo em si empregado). E também um erro estratégico complementado ao primeiro erro, erro esse que incorre na obliteração e dizimação do termo golpe como conceito processado historicamente.
Assim se abre margem para aqueles que passaram, e passarão por esse mesmo processo em acusa-lo de "golpe". O erro que o PT e nossas esquerdas insistem em cometer sem ao menos pensar e planejar de modo eficiente suas estratégias.
* O Erro Publicitário
Quem já leu o Manifesto Comunista de Karl Marx e Friedrich Engels de 1848 ???
Quem leu e compreende, jamais vai encara-lo como um livro científico. Não é !!! Ele é um panfleto publicitário, foi desenvolvido para ser assim, e tal publicação capitula os sentimentos, o espírito dos elementos sociativos postos em ação sobre aquele prospecto histórico/condicional, provido para aquele momento em específico, e por ser um panfleto político-publicitário tem uma finalidade utópica. Precisa ter, se o texto tem uma finalidade publicitária, para ser atrativa e que melhor se adapte ao espírito envolto em questão, precisa ser essencialmente utópico.
Eu pessoalmente abraço e luto por utópias !!!
Mas a simples acusação de um processo de Impeathement como golpe para satisfazer uma fome simplesmente publicitária faz com que a questão da publicidade por si negue a estruturalidade dos elementos em questão e o espírito posto pelas forças em detrimento de tal estruturalidade, ou seja... Ela nega o conceito para fornecer a narrativa que sintetize a publicidade, mas ao contrário do manifesto comunista, a narrativa petista se faz objetivamente vazia na medida em que as relações e as estruturas que formam os processos em si são negados, é como se a narrativa publicitária por si vinhesse do nada e comandasse nossas relações, quando o que se ocorre é justamente o contrário, são os elementos fundamentais postas em questão pelas nossas relações e o partilhamento do espírito posto nesse processo que fundamentaliza os textos e narrativas publicitárias, (o objetivo geral do texto publicitário consiste no impacto massivo para estímulos aos movimentos em questão, seu fortalecimento condicional para com suas objetivações). Mas o que vele isso se ela é pre-estabelecida sem respeito nenhum as universalidades postas em questão ???
* A Diferença entre Golpe e Impeathement, o esclarecimento dos termos em conceitos para melhor nos orientarmos.
Primeiramente, temos que entender o que é um Impeathement como conceito, e um conceito é algo estabelecido antrampologicamente por relações.
Os modelos de democracia postas em sua amplitude, vigorantes em nossa atualidade são modelos de democracia postas sobre salvaguarda liberal, essa salvaguarda corresponde ao Estado-República suas funções e liturgias que processam estruturas (linguísticas e corporais) na qual justificam o modo capitalista de produção, até porque o capitalismo não é um regime econômico, mas um regime econômico-político de produção da sociedade. Mas os construtos desenvolvidos por base nesses elementos formulam todo um arcabouço jurídico/linguístico através de suas cartas universais que complementam os mesmos e justificam sua completude em atuação. (Edificada de modo burguês/eliticista para deixarmos claro isso).
O Impeathement é um elemento posto a essa completude, justificavel em excelência como um processo, então sua base de existência corresponde a um arcabouço jurídico/linguístico que justifica sua existência como um processo com base em crimes previstos que deferem a funcionalidade da liturgia dos cargos ocupados em questão. Portanto a jurisprudência em questão garante a existência do Impeathement como um processo, e garante a possibilidade dos mais infinitos crimes previstos em questão que podem ser colocados em base para início de tal processo, os crimes colocados em questão devem ser analisados e investigados pelos órgãos em questão, mas isso não infere o Impeathement como processo e a jurisprudência, que edifica sua existência condicional fornece elementos de atuação e defesa em detrimento do Impeathement como um processo, mas tal processo, por mais que sua existência se justifique pela sua jurisprudência presente e pelos mecanismos disponíveis em detrimento de um processo de Impeathement, o mesmo só se desenvolve politicamente, pelas forças antagônicos dos movimentos de classe em questão.
Ou seja... O Impeathement só pode existir como um processo por uma jurisprudência que preveja sua existência, mas o modo como ele se desenvolve é relativo as forças políticas e a desenvoltura das lutas de classes em questão, portanto um processo jurídico/político, mas o remetente em questão só é impeachado ou não pelas forças e interesses exclusivamente políticos em questão, independente de sua situação exclusivamente jurídica relativa aos crimes invocados em questão. Isso pode ser configurado como golpe ou como "pequeno golpe" ??? De modo nenhum.
O Petista-Lulista é um ser BURRO por excelência ao exclamar golpe !!!
*Como posso identificar um golpe efetivo então ???
Como um Impeathement é um processo jurídico/político em questão, tal como explanei o termo em conceito, e sua impossibilidade de se configurar como golpe, a sua impossibilidade só pode ser compreendida se compreendermos o termo golpe em conceito, assim como fizemos para compreender o Impeathement.
O golpe, para ser configurado com base nos elementos complementares que aqui trabalhamos, estabelecidos em rede processual envolta por relações, não pode ser colocada com base em simples articulações, projetos piloto, traições ocasionais, enfim... Nas ações políticas contra elementos em cargos sobre questão.
Não !!! Um golpe só se configura através de projeções políticas em questão, através dos antagonismos de classe que por vez atenta contra a ordem constitucional/republicana em questão. Ou seja... Um golpe só se efetiva como tal através de elementos processuais postos em projeções políticas providas em questão que para atingir determinantes objetivações necessariamente atentam e obliteram a ordem republicana/constitucional vijente até então.
Um golpe de Estado, essencialmente assim como ocorreu na Bolívia com Evo Morales, sua tentativa frustrada na Turquia e mais recentemente em Niyamar.
Na nossa história republicana recente, o único golpe que reconhecemos foi o de 1964. A ordem constitucional/republicana vigente até então foi obliterada pelos militares.
Um Impeathement, não atenta contra a ordem constitucional/republicana em questão, até porque sua existência é condicionada pela mesma. Ele existe para com que golpes sucessivos possam ser evitados, tanto o representante, alvo do processo em questão quanto seus mobilizadores possuem mecanismos de atuação e defesa previstos constitucionalmente. Então nem o Collor e nem a Dilma em nosso caso não sofreram nenhuma espécie de golpe. Tal fato que através de nossas configurações atuais vigentes, nossas burguesias não tem nenhum golpe em seu horizonte próximo.
E nem me venham com essa história de auto-golpe porque isso é história para boi manso dormir !!!
Nota: A Distinção dos termos pelos seus respectivos conceitos estabelecidos condicionalmente é necessária para uma compreensão mais ampla de nossa situação condicional, envolta pelos processos universais que nos aflingem, de modo com que narrativas inspirativas e textos publicitários possam ser desenvolvidos com melhor performance e precisão !!!
Reinaldo conceição da Silva.
Impeathement/golpe/compreensão materialista.
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