Guerra Declarada !!! Disputa de controle por Mercados


 * Rússia invade Ucrânia, origens da guerra e fundamentos.


Como os caros leitores estão cientes que nosso blog atualmente centra critica as correntes Libertáristas a Direita e pessoalmente desenvolvi um programa para a essa finalidade, não era meu objetivo primordial, no momento me ater a um tipo de tema fora do contexto do programa que desenvolvi para esse blog, portanto, devido aos acontecimentos recentes não pude me abster de desenvolver aqui uma narrativa analítica proposta com base nesse tema.

Nesse último 24 de fevereiro a Federação Russa encabeçada pelo seu presidente Vladimir Putin acaba acampando uma operação militar de invasão a Ucrânia. Bem, a invasão Russa tem por objetivo neutralizar as principais cidades ucranianas e principalmente sua capital Kiev, e acreditamos que um dos principais motivos dessa invasão esteja na destituição do atual presidente Ucraniano, o ex comediante e ator Volodomir Zelensky, que se aproxima cada vez mais da OTAN (Organização do tratado do Atlântico Norte) e do ocidente, e portanto encabeçar na Ucrânia uma base política de influência exclusiva de Moscou. Lembramos que essa última frase leva muito em consideração aquilo que o líder revolucionário bolchevique Vladimir Lenin anuncia em seus escritos e que leva também em consideração as disputas inter-capitalistas de controle de mercados em processo de hegemonização, para com que nesse processo, as burguesias de seus respectivos países, possam gerenciar o poder político para o controle exclusivo de matérias primas, elementos da terra, comunicações e meios de transporte, em mercados capitalistas estabelecentes. Em outras palavras, os capitalistas em processos políticos, não apenas investem contra os trabalhadores, mas internacionalizam suas competições, de modo com que o acirramento dessas competições entre as classes capitalistas de seus respectivos países, levem a processos de consolidação de conflitos, principalmente, conflitos armados.

O que é necessariamente uma das contradições sistêmicas do modo de produção capitalista na medida em que o mesmo mercado, exercido de modo capitalista, sempre procura estabelecer relações com melhores estabilidades, até porque o capital não pode expandir sua acumulação onde os conflitos se ascentuam.

As duas guerras mundiais, são guerras necessariamente imperialistas, guerras que envolvem o controle exclusivo de mercados, das burguesias em maior ascendência naquele momento.

A Rússia (em nossa análise específica) é um país conduzido por oligarcas capitalistas, que empreenderam no mercado (já no Neo-liberalismo em um capitalismo essencialme financeirizado) negócios com bases em expolios da ex União Soviética, e com uma hegemonização do catolicismo ortodoxo culturalmente às camadas mais pobres dessa nova Rússia (principalmente os camponeses), com fortes vínculos a organizações criminosas que atuam no mercado negro internacional como a máfia Russa. 

Para entendermos o quadro atual desse conflito precisamos remontar ao fim da União Soviética.

*Do Colapso da experiência de transição socialista e o fim do bloco Soviético direto a depressão Neo-liberal.



O presidente da Rússia, Boris Yeltsin (à esquerda, de terno marrom), discursa sobre um tanque em frente ao prédio da Federação Russa, enquanto os apoiadores seguram uma bandeira da Federação Russa, em 19 de agosto de 1991. Foto de Alain-Pierre Hovasse

Obrigado por compartilhar. Lembre-se de citar a fonte: https://ensinarhistoria.com.br/linha-do-tempo/fim-da-uniao-sovietica/ - Blog: Ensinar História - Joelza Ester Domingues


A União Soviética passava por períodos agressivos de estagnação, até porque a própria burocracia, através das políticas de defensoria interna e de controle de preços, limitava o fluxo de informações, que são necessárias para gerir eficazmente os recursos que precisavam ser disponibilizados para sua população, em suas necessidades e desejos diversos. (Lembramos que o que me refiro não é algo proveniente do socialismo em si, mas das condições conjunturais e históricas que levantaram fortes obstáculos para a própria transição socialista).

Até porque qualquer transição socialista visa, em sua exelencia converter relações de produção baseadas em mercados capitalistas em relações de produção essencialme cooperativas de uma sociedade comunista, porém isso não é foco de nossa discussão no momento.

Não estou aqui para discutir processos históricos de modelos de produção, e sim fornecer a meus caros leitores uma narrativa que melhor se aproxime as condições da guerra que atualmente aflige o leste europeu.

O que quero que compreendam é que devido a isso, e a estagnação do socialismo Soviético econômica-politicamente, levou a própria incompreensão da sociedade em relação as dirigencias desses processos, e que por vez, levaram a revoltas internas, a independência de países que outrora faziam parte do bloco comunista e a queda do muro de Berlim.

E esse constante pressionamento popular, levou a instabilidade política desses dirigencias em acirramento, que por vez levaram ao fim da União Soviética.

Mas o grande apce de nosso texto é compreender o que veio depois, com o restabelecimento do capitalismo, e com a automatização direta do Neo-liberalismo pós Colapso Soviético. Boris Yeltsin foi o primeiro dirigente dessa nova Rússia capitalista com a desintegração da ex União Soviética e com a independência de seus estados satélites, nomeou acessores próximos ligados e/ou ex integrantes da antiga KGB, a antiga agência de inteligência soviética juntamente com investidores do mercado financeiro, que adiqiriram propriedade privada desses meios de produção antes estatais, a preços de banana (posteriormente estes entregavam essas propriedades exclusivamente a financeirização uma vez que o capital começou a hegemonizar sua acumulação no polo financeiro, isso é assunto para outro tema).
 
Mas esses grupos, pela qual o próprio Yeltsin tinha relações profundas, se tornaram grandes magnatas dos negócios privados da Rússia atual, a nova classe capitalista russa, grupos estes que o próprio Putin tem pleno conhecimento na medida em que este também veio da ex KGB.

Agregado a isso, também posso incrementar a aquisição de negócios escussos, a onda de corrupção desses setores ligados com a máfia que ali se estabelecia, e com a financeirização que se abateu de modo avassalador com o novo lupim proletariado criado com base nesse processo.

(Lupim proletariado é um termo utilizado diretamente pelo próprio Marx para designar a condição de uma parte da classe trabalhadora em situação de pauperismo, em outras palavras, de miséria absoluta, boa parte dessa casta da classe trabalhadora está incrementada no chamado exército de reserva, outro termo em contexto designado aos desempregados e a prestadores de serviços não formais em um mercado capitalista estabelecido - Karl Marx - O Capital volume 1).

Vejam que esse processo descrito aqui levou uma grande parte dos trabalhadores russos a situações de miséria de de precarização do trabalho, quadro este que dificilmente foi superado por grande parte dos trabalhadores locais desde o fim da URSS.

Vladimir Putin, este que tem fortes ligações com essas novas oligarquias capitalistas surgidas do período pós soviético, e nesse processo firmou ligações com a Igreja católica ortodoxa em hegemonização cultural para com os setores mais pobres da sociedade russa, principalmente os camponeses, consolidou espaço no conservadorismo ortodoxo russo, foi eleito como primeiro-ministro em seu primeiro mandato no dia 16 de agosto de 1999.

A Rússia não poderia, desde Yeltsin, ter mas nenhuma rivalidade com a OTAN e está já nem teria mais motivo nenhum de existir, pos a ameaça comunista se dissipou.


* OTAN

A OTAN (Organização do tratado do Atlântico Norte) em primeira síntese é uma organização de vinculamento militar criada no pós guerra sobre o quadro da guerra fria. Foi criada através de países da América do Norte (liderada pelos Estados Unidos) e da Europa ocidental, enfim, da centralidade do bloco capitalista, frente a expansão do socialismo no leste europeu.
O tratado que originou essa organização foi assinado no dia 04 de abril de 1949, por 12 países fundadores, que incluíam EUA, Canadá, Reino Unido, França e outras oito nações europeias. Logo de início, os membros concordaram em ajudar uns aos outros no caso de um ataque armado contra qualquer Estado que fizesse parte da aliança.

Com o tempo, a Otan cresceu e hoje conta com 30 membros. Em ordem alfabética, são: Albânia, Alemanha, Bélgica, Bulgária, Canadá, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Macedônia do Norte, Montenegro, Noruega, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Romênia e Turquia.

Na época de sua consolidação, uma aliança militar de apoio mútuo foi também criado como uma versão da OTAN para o bloco dos países sobre transição socialista, o famoso Pacto de Varsóvia firmado em 14 de maio de 1955, estabelecendo uma aliança entre os países socialistas do leste europeu (Hungria, Romênia, Alemanha Oriental, Albânia, Bulgária, Tchecoslováquia e Polônia) e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Bem... Em Resumo eu posso dizer que esses dois tratados que firmaram organizações de operações militares no âmbito da guerra fria computavam como elementos de disputa em hegemônia de dois modelos de produção econômico-político em vigência no mundo a partir da segunda metade do século XX.

Mas a União Soviética não existe mais e todo o bloco baseado em países sob transição socialista se dissipou, (ainda pretendo fazer um texto exclusivo sobre o que é uma transição socialista), e isso forneceu espaço de expansão geo-política da OTAN, acontece que necessariamente, sem um movimento massivo em escalonamento internacional que ameace a ordem capitalista, a própria OTAN não teria mais fundamento lógico de existir, até porque a partir dos anos 2000, boa parte da Europa se desmilitarizou e reodernou recursos para as áreas de investimentos de novas indústrias de produção de ponta e desenvolvendo novas matrizes de energia. Todo o ordenamento sobre organização militar (até por conta do próprio complexo industrial militar existente) ficou sobre exclusividade dos Estados Unidos.

Através desses novos quadros baseados da divisão geo-política do Trabalho, a Europa se responsabilizou pelo aprimoramento tecnológico da indústria de ponta e o fornecimento de novas matrizes de energia, enquanto os Estados Unidos também desenvolveram aprimoramento tecnológico significativo, mas em aquisição ao âmbito militar (Isso não significa que os Estados Unidos também não estejam investindo em novas matrizes de energia).  A OTAN ainda existe como um elemento de base clientelista dos países da Europa e acossiados para com o complexo industrial militar dos Estados Unidos, pela qual o próprio complexo militar Russo realiza constante competição no mercado internacional.
Mantendo os EUA como a polícia do capitalismo internacional.

Lembramos que países como Síria e Venezuela como exemplo, são clientes fidedignos dos russos nesse contexto, e vejo isso como um dos elementos fundamentais do Putin ter ingressado nessa guerra contra a Ucrânia.
Embora em contextos gerais a própria Rússia não teria mais nenhum fundamento lógico como na época da guerra fria, de combate a OTAN, a própria poderia fazer parte dessa organização na época do Yeltsin, e o Putin em seus primeiros mandatos, não tinha nenhuma rivalidade com tal organização. 

Então vejam meus caros leitores, posso concluir que a Rússia, dentro do modo de produção capitalista esteja, por intermédio de seus magnatas que disputam o poder político-econômico em suas instâncias estejam objetivando expansão exclusiva de suas bases de negócios por intermédio dessa guerra.

O imperialismo vigente nesse processo que culminou nesse conflito não é o bom e velho imperialismo americano como muitos sem conhecimento gostam de dizer, mas sim na tentativa de expansão massiva de um imperialismo Russo que se observa no horizonte.

*Narrativas Leninistsas extritamente válidas, disputas inter-capitalistas !!!



Vejam, é mais evidente do que nunca que os capitalistas competem entre si como classe organizada pela divisão do trabalho. Isso não é novidade a ninguém, a competição está baseada no atendimento de melhor eficiência possível o que lhes permitem se manter no mercado, e realizar os seus negócios que estão em constante contato com a demanda efetiva. Ou seja... Em outras palavras, o acumulo do capital acaba se tornando uma necessidade de gerenciamento da vida tanto dos capitalistas como, para seus consumidores que contam com suas diversas mercadorias através de procedimentos de contrato e de trocas privadas entre as mercadorias e suas constantes transações (não que isso seja algo voluntário, já demonstrei em meu texto anterior que não é).

Mas claro, isso também nivela tendências a monopólios, uma vez que o Capital, posto como valor em movimento sobre constante acumulação expansiva, projeta em processo corrente de tempo, e pelo ascentuamento de crises em potencialidade, monopólios privados de setores inteiros de alguns grupos sobre outros, até porque, a um dado momento, sua concorrência (devido a recorrências inerentes a sua eficiência no mercado e a constantes obstáculos de promoção devido ao próprio ascentuamento dessas concorrências não conseguem mais se manter dentro desses parâmetros competitivos) e seus negócios são extintos perante ao outros que se consolidam ou fortificam tendências de consolidação de monopólios.

Então vejam, como o capitalismo é um sistema econômico-político, é claro que essas competições constantes se internacionalizam e o próprio capital, procura novos espaços e áreas de exploração para manter constantemente a expansão de sua acumulação, e é claro que devido a essa invariabilidade, os burgueses, as elites econômicas e empresariais em constante disputa, também disputam o poder político (de modo lícito ou não) através do Estado para o controle de mercados através da exploração de tudo aquilo que pode ser transacionado como mercadoria, tanto como capital constante (voltado as ferramentas a matéria prima, as máquinas e a tecnologia) quanto capital variável (força de trabalho) para dali extrair sobre-valor ou mais-valia.

O acirramento dessas competições no âmbito econômico-político leva também a recorrência de guerras, conflitos armados de países que sobre processo temporal, disputam espaço no mercado internacional, para com outros países que devido a seu histórico político-econômico se consolidam como imperialistas, pela qual esses estados-nações (os Estados Unidos é o melhor exemplo de nosso tempo recente), demarcaram através de imposição, a exportação migratória de sua cultura, seus modelos morais de aquisição política e seus negócios a países diversos que por vez, nesse processo, ganham características de comportamento e de convivência a partir daquilo posto sobre exclusividade das potências imperialistas. 

Vladimir Lenin, líder revolucionário bolchevique possui diversos escritos mas profundos do que os meus sobre esse tema em exclusivo, porém sua atualidade está na descrição histórica dos conflitos inter-capitalistas baseados nesses processos aqui sintetizados, e que se relacionam em complemento com o quadro atual entre a Rússia e a Ucrânia inerente a essa guerra iniciada nesse 24 de fevereiro.

O que também se subsegue uma contradição... Os diversos capitais estabelecem conflitos para o controle exclusivo de mercados na mesma medida em que o próprio mercado capitalista só assegura seus negócios com premissas de relativa estabilidade, os conflitos, através de disputas inter-capitalistas sub-seguem controles regionais de matéria prima, insumos em automatização e força de trabalho, especialmente, pelo controle exclusivo de linhas de crédito e financiamento para incremento especial da parte do capital que por vez porta juros.

Então meus caros leitores, vejam, uma guerra dentro dos parâmetros capitalistas nunca está fora das projeções de capitais diversos que estão em constante disputa no mercado mundial.
Elas podem surtir efeito positivo ou não dependendo do tipo de cultura em combate, das circunstâncias e de todos os elementos agregados em situação. Por isso é de suma importância ao capital centrar conflitos em atrás específicas, sempre em busca de recursos e de controle exclusivo de mercados, embora o próprio capitalismo precise de paz para arregimentar seus negócios.

É sempre interessante centrar conflitos somente nessas áreas em específico, para objetivar controle dos mercados locais e instruir sua logística, não é bom negócio expandir tais conflitos a longos períodos desgastantes de tempo e pior, deixar esses conflitos tomarem dimensões pelas quais a própria logística em questão possa não suportar.

Tomemos o exemplo da guerra do Iraque, da invasão promovida pelo Reino Unido e os Estados Unidos em busca da cabeça de Sadam Hussein com o discurso comprovadamente mentiroso de que o mesmo tinha em seu poderio armas nucleares. Com o tempo foi-se disposto em conhecimento de que o objetivo de tal invasão, estava em promover economicamente empresas ligadas ao ex presidente americano George W. Bush e associados britânicos no ramo da engenharia e da construção civil.

Se esse empreendimento deu certo a longo prazo ou não, não é a função atual do meu texto explicar, até porque com a crise do subprime em 2008 grande parte das empresas ligadas a construção civil vinheram a vala.

É muito interessante ao complexo industrial militar dos Estados Unidos, aqui exposto como exemplo substituir poderio militar humano para o maquinário, até porque é um empreendimento que visa reservas de fundos monetários em aquisição ao capital fixo instituido em seus departamentos, (em outras palavras... é mais econômico).
Nesse processo, a guerra é alimentada contra o chamado combate ao terrorismo e ao fundamentalismo árabe, acontece que em oposição aos Estados Unidos, o fundamentalismo árabe (que existe) é arregimentado e potencializado por setores da sociedade Árabe que também disputam controle dos mercados regionais, tanto no Oriente Médio como em países Africanos.

A Guerra é salientada até mesmo quando o perigo é hipotético, ou seja, não se verifica factualmente. Não passa de puro dogmatismo publicitário, por isso as imensas vítimas de drones militares altamente sofisticados nessas regiões, tanto da África como no Oriente Médio.

Claro, há teóricos Marxistas que alegam que todo o rearranjo aqui sintetizado já estejam integrados a uma rede internacional pela qual o Estado nação (elemento fundamental de imposição imperialista) não tem mais nenhuma influência, portanto emergem-se dessa interatividade globalizadora das redes aquilo que chamaremos de Império.
Mas isso é tema para o próximo tópico.


*Putin e seu apelo Nacionalista saem pela culatra !!!




Os pós-operaristas italianos (cito eles como exemplificação para nossa síntese uma vez que a concepção que eles empregam é necessária para compreendermos o capitalismo do século XXI) que não deixam para traz suas bases marxianas, principalmente Antônio Negri e Michael Hardt levaram a consolidação do conceito de império.

Conceito esse que se baseia exclusivamente na forma de soberania que se configura na realização universal do mercado capitalista (essencialme em sua face financeirizada). 
Quando não há mais um lado de fora da realização sistemática desse poder, ele próprio pelo mercado estabelecido em rede se torna um regime universal de dominação da vida.

E quando o poder envolve a vida, está também envolve o poder, de modo com que nesse processo a vida, além de alvo do poder, se torna campo de resistência a ele.

Em outras palavras o conceito de Império que os pós-modernos utilizam está na realização universal do poder em dominação da vida pela universalização do mercado capitalista, uma vez que a rede não permite espaços a fora de sua realização. 
 
Portanto, os Estados-nações dentro do capitalismo nesse quadro, não podem, em toda sua estrutura inferir influência nenhuma sobre a manifestação de dominação da vida, pela manifestação corrente do poder, sempre em recorrências tendenciais analisadas pelos Marxistas.

Os Estados-Nações não precisam mais inferir em cursos de manifestação de poder e sua introdução espacial até porque o próprio poder de controle continuo da vida já se exerce contigenciamente em rede, pelo constante fluxo e refluxo do dinheiro em tempo real, e pela constante configuração de algoritmos baseados em perfis específicos de consumo que ao mesmo tempo se manifestam como relações de trabalho.

O Imperialismo se manifesta através da introdução interventiva de Estados-nações, sobre condição de potência direta ou indiretamente, de maneira a instruir espacialmente suas culturas, ordens morais, e regimes de produção, de modo a estruturar zonas de influências exclusivas, isso foi muito recorrente na guerra fria, o imperialismo é centralizador por intermédio do Estado.

Já na condição de Império, o Estado-nação perde relevância significativa, a manifestação sistemática do poder sobre modo capitalista já está posto em rede universal, de modo com que a vida não seja apenas alvo do poder estabelecido, mas também um campo de resistência a ele, independentemente do Estado-nação em si, que não pode mais inferir nenhuma influência no constante jogo de manifestação do poder, o império configura poder não mais por intermédio do Estado-nação, mas sim pelas corporações privadas que constantemente instituem plataformas privativas em gerir a vida pela promoção da rede, e pela manifestação de poder em controle da vida.

Me parece que Putin não consegue compreender essas diferenças conceituais no campo da filosofia, ele buscou a guerra para garantir espaço de controle de mercados exclusivos para seus oligarcas e mafiosos, através de tendências em correntes conspiratórias ultra-nacionalistas de um tipo de Olavo de Carvalho dos russos.

Uma mistura de Maluco com Grigory Rasputin um tal de Alexandr Dugin.

Um proto-fascista Russo ultra nacionalista que quer misturar movimento ultra-nacionalista de extrema direita com o bolchevismo.

Como havíamos de suspeitar, o ocidente respondeu ao ataque Russo impondo sanções ao país, minando linhas de crédito e financiamento, bloqueando fundos em títulos da dívida pública direcionados a Rússia, bloqueando bens e patrimônios de magnatas russos no exterior, e o sistema bancário russo já não faz parte do sistema automatizado SWIFT, que permite um livre e desregulado fluxo de capitais no sistema bancário mundial, todos esses elementos economicamente considerados em conjunto levou a massiva desvalorização do Rublo, que por vez empurrou os russos para saques imediatos no sistema bancário local prejudicado nesse processo, isso claro empurrou muitos locais a transacionarem suas mercadorias e ativos com base em cripto-moedas, mas isso também é tema para outro texto.

De qualquer modo, muitas das grandes corporações russas já começaram a falir, e serem vendidas para acionistas estrangeiros, todos esses elementos agregados em conjunto contra as ações bélicas de Putin, não são inerentes ao Imperialismo de um país ou outro sobre a Rússia (Essa sim com ações imperialistas baseadas em um Nacionalismo barato sem nexo em nossa atualidade).

Mas sim no conjunto do Império totalmente integrado pela rede universal, prejudicada pelas ações nocivas de Putin.

Até porque embora os diversos capitais individuais estejam em constante conflito, e posicione países a condições de inimizade, é o império, que universaliza o poder do controle sobre vida dos homens por intermédio de um mercado capitalista que não necessita mais de um Estado-nação soberano que promova zonas de influência para sua institucionalidade tal como foi na Guerra fria.

E embora tudo isso, embora toda a recorrência constante de conflitos gerados pela própria lógica do capital, o tipo de mercado que essa força promove, não pode se instituir em processo de tempo sem paz, sem o livre acordo de todas as partes presentes (ser livre não é a mesma coisa de ser voluntário para os desavisados ancaps que aparecerão aqui).

É inerente que as próprias oligarquias Russas, arregimentem manobras políticas para tirar o Putin de seu posto, enquanto aínda ascentuam poder e podem gerir relações para com setores do mercado local que tiveram impactos relativamente menores para com os bloqueios e as sanções postas ao país.

Já na questão da OTAN, exponho mais uma breve observação. Já afirmei e reafirmei aqui que com o fim da guerra fria e o fim da URSS, tal órgão, não teria mais motivo lógico para existir, com a queda do muro de Berlim, os países do leste europeu foram se integrando a OTAN por solicitação própria.

Não foi uma decisão partida da burocracia da OTAN, esses países (alguns deles faziam parte da Ex União Soviética, se integraram a organização e a União Europeia posteriormente) se integraram ao bloco por solicitação. 

O que ocorre é que nem os Partidos comunistas do passado, e nem o oriente como um todo, não desenvolveram uma estética, um software Power que por vez pudesse cativar suas populações e principalmente a juventude desses países como o ocidente tem em suas redes de promoção cultural, ideologia lastreadas pelo dólar, e que exigem uma democracia de conotação liberal.

Essa estética de ocidentalização é um produto da voracidade do capital, que promove normas de comportamento cultural e ideológicos para manter a constância de sua acumulação. 

A juventude é encantada pela ideia abstrata de liberdade individual, seja ela realizável ou não, pela ideia de ser empresário de si mesmo, seja isso verídico ou não, pela ideia de sair por aí sem compromisso nenhum, seja isso possível ou não, pela infima possibilidade de se projetar individualmente sobre paramentos liberais, seja isso contraditório ou não.

Enfim, a estética é fundamental para aquilo que chamo de encantamento, atrativo, que impulsiona prazeres e desejos, e o capital precisou personalizar sua interface estética para se realizar e processalizar o capitalismo enquanto modo de produção (depois reclamam da logística de propaganda dos partidos comunistas, os Estados Unidos nem tem mais o Walfare State, portanto não podem mais impulsionar uma classe média pujante com condições de vida relativamente estáveis, e suas bases de promoção são meramente ideológicas).

Enfim... Trabalharei mais nisso posteriormente, a questão é que essa estética, também é base de promoção política, de acordo com um processo histórico que envolve o desenvolvimento de novas relações. E os Estados Unidos exigem contribuição de 2% de todo o PIB dos países membros da OTAN (fato esse que o ex presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou em rede pública) para alimentar o complexo industrial militar dos Estados Unidos, até porque a própria Europa em sua grande parte se desmilitarizou, e seus setores revendem parte de seu arsenal bélico, para terceiros em potencial. O mercado armamentista é um dos mais lucrativos existentes e contando com isso, bases são postas por toda a Europa como meio de revenda exclusiva desse material.

Os Russos estão aprimorando seu próprio complexo e material personalizado, e precisam de zonas de influência para tal negócio uma vez que a Rússia quer se projetar no mundo capitalista pós colapso soviético, por isso começam a atuar de modo imperialista, buscando controle de zonas exclusivas e uma diversificação econômica que a própria Rússia não tem, a Rússia só vende Petróleo e Gás, matrizes de energia que já estão em declínio perante as novas matrizes, ela tinha uma diversificação econômica quando ela era a União Soviética.

Portanto, a Rússia em si não tem uma economia pujante, embora ainda seja uma potência nuclear. E os capitalistas locais foram fortemente prejudicados pela reação daquilo que os pós modernos chamam de império, com os sistemas russos sendo excluídos dos sistemas internacionais de gerenciamento econômico.

Vale ressaltar que Putin se aproximou muito da Igreja católica ortodoxa, seu conservadorismo moral (muito estimulado pelo próprio Dugin que é um ideólogo ultra-nacionalista como aqui foi exposto) serve a própria igreja como meio de complementar hegemônia cultural/religiosa portanto, manter sua estrutura moral e solidificar bases na região, contra a ocidentalização quase que milenar mantida pela sua rival, A Igreja católica Romana.

É isso o que Vladimir Putin inspira, uma vida conservadora, ultra-nacionalista, com estruturalidade moral advinda do catolicismo ortodoxo baseada em um capitalismo local regida por oligarquias, e de repressão a mulheres e a minorias e o cercamento das lutas de classes internas na região.
E é isso que a igreja ortodoxa conta para manter bases de funcionamento na região, então não adianta muito alguém como Putin dizer que sua invasão na Ucrânia tem como um dos elementos o combate ao nacional-Nazi Ucraniano, embora esses grupos realmente existam na Ucrânia, até porque ele próprio é uma variação deles na Rússia (por isso tive a audácia de postar uma imagem de manifestantes anti-Putin com uma caricatura dele como Hitler).

Esse movimento nacionalista Russo é ameaçando constantemente pela globalização promovida pelo Neo-liberalismo e pela financeirização do ocidente em suas estruturas morais, até porque o movimento do capital revoluciona não apenas métodos de produção, mas como também a engenharia cultural do mundo, (a direita chama isso abstratamente de globalismo sendo que o globalismo em si, está no sujeito da história que é o capital em sua fome voraz de sempre ampliar sua acumulação).

As Burguesias precisam ser servientes a essa lógica de acumulação, para assegurar suas próprias vidas em sociedade capitalista através da constante satisfação recorrente da demanda que também se ascentua em corrente de constante competitividade, para com que a vida seja assegurada por intermédio dessas relações, vejam... O mercado capitalista como um meio de controle da vida, muito implícito ao conceito de Império de Negri e Hardt.

Então isso não tem nada haver com a ganância pessoal dos indivíduos, sobre nenhuma concepção moral, até porque a moral é temporal e cultural.

Putin não sabe, mas ele se meteu em um buraco muito perigoso para ele próprio ao não respeitar a soberania dos povos, além de ser um assassino, e concluo esse texto dizendo que, essa guerra não interessa em nada aos trabalhadores, é uma guerra inter-capitalista por controle de mercados pela qual os trabalhadores expostos a esse conflito são sacrificados, além do mais o Zelensky, o presidente Ucraniano Ator, está ganhando repercussão interna de herói fortificando uma resistência local.

A parte de nossa esquerda que apóia o Putin por um possível resgate do passado, não sabe o tiro no pé pela qual está dando, não há possibilidades nesse quadro para colocar em mesa os interesses de vida daqueles setores das sociedades locais que precisam vender sua força de trabalho para viver !!!







Fontes para estudos... 



Sobre escritos de Lenin e Kautsky

https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/novosrumos/article/view/8533/5470

https://doi.org/10.1590/S0104-06182014000200009


Sobre Antônio Negri e Michael Hardt...


https://razaoinadequada.com/

https://doi.org/10.1590/S0104-93132003000200006

Sobre OTAN e derivados da guerra 
(Fontes Jornalística)


https://www-significados-com-br.cdn.ampproject.org/v/s/www.significados.com.br/otan/amp/?amp_gsa=1&amp_js_v=a9&usqp=mq331AQKKAFQArABIIACAw%3D%3D#amp_tf=De%20%251%24s&aoh=16467408045359&referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.com&ampshare=https%3A%2F%2Fwww.significados.com.br%2Fotan%2F


https://www-cnnbrasil-com-br.cdn.ampproject.org/v/s/www.cnnbrasil.com.br/internacional/entenda-o-que-e-a-otan-e-o-seu-papel-na-crise-entre-russia-e-ucrania/?amp=&amp_gsa=1&amp_js_v=a9&usqp=mq331AQKKAFQArABIIACAw%3D%3D#amp_tf=De%20%251%24s&aoh=16467412258519&referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.com&ampshare=https%3A%2F%2Fwww.cnnbrasil.com.br%2Finternacional%2Fentenda-o-que-e-a-otan-e-o-seu-papel-na-crise-entre-russia-e-ucrania%2F

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https://youtu.be/eOo5zP7zfCw = Filosofia Vermelha


https://youtu.be/eOo5zP7zfCw = Paulo Ghiraldelli










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